quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Em nome do ontem


E em nome do que por fim agora me resta
Em nome do que é só uma mera lembrança
Dos momentos ruins, que não quero remoer
Em nome dos bons, que não quero lembrar
Tão pouco quero esquecer...
Em nome de tudo o que vou guardar
Em nome das caras feias, sorrisos de deboche
E dos olhares de canto de olho
Que eu não quero
Em nome dos comprimentos,abraços e beijinhos
Que tão pouco quero
Em nome da indiferença que será a palavra mágica
Daqui pra frente

Em nome da ingenuidade
Que nunca foi um defeito, pois esta no permite
Fechar os olhos e esquecer de tudo la fora
Em nome nome do erro que é querer mudar as pessoas
Com as próprias mãos

Em nome do que aprendi todos esses anos
Aos domingos
70 vezes 7

Em nome de tudo que aprendi
E do monstro que não me tornei
Em nome das "derrotas que devemos aceitar de cabeça erguida
E não com o choro de uma criança"
Em nome do "próprio Sol que não vê
Até que o Céu clarei"

Em nome do não suportávamos ontem
E descobrimos hoje
Em nome do temperamento que não devemos
Deixar que nos domine

Em nome do que sei...
De que nada valerá essas palavras
Se você não souber de sua existência

Em nome do que não quero para o ontem
Mas sim para o amanhã...

Eu te perdou

E que fique claro
Que não espero uma reaproximação
Tão pouco que aceite
O meu perdão




Em nome de Shakespeare que me inspirou a tornar esse humilde texto público e me ensinou que só com o amor (no caso transmitido através do perdão) é que poderemos esquecer os pesadelos que nos atormentam. E que me ensinou, a voltar atrás do que não suportava ontem, a poesia.


By Stella Maris

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